Sobre viver
- Andressa Machado
- 5 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
A única certeza que temos na vida é a morte. Por mais que eu não tenha passado por muitos funerais, essa consciência sempre me acompanhou.
Lembro de quando tinha uns 20 e poucos anos e comentava, casualmente, que já tinha uma escritura de cremação. Os amigos me olhavam como se eu carregasse um certo gosto mórbido. Como se planejar em vida o que se deseja para a morte fosse algo sombrio. Mas a verdade é que, de todas as incertezas que habitam a vida, essa é a única garantida: um dia, vamos morrer.
Não sabemos se vamos amar ou ser amados. Se vamos conhecer a felicidade ou vamos viver de tristezas profundas. Se vamos ter uma carreira brilhante ou passar a vida tentando encontrar sentido. Mas a morte… ah, essa vem. Certeira. Um dia.
Pode ser hoje, amanhã ou, quem sabe, daqui a 70 anos (sorte?!). Mas a data, o jeito… esses permanecem um mistério.
E ter a certeza da finitude não nos impede de sentir o luto, a saudade ou a tristeza. São coisas diferentes. A morte é esperada, mas o momento dela… sempre chega de surpresa.
A gente busca os porquês da morte como se a explicação pudesse amenizar a dor da ausência. Mas no fundo, a única certeza que temos… é essa: todos vamos morrer.
E talvez viver, de verdade, seja justamente entender isso: saber que, enquanto estamos aqui, temos uma vida para viver. E que seja vivida!
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